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Memórias. maio 6, 2009

Posted by Felipe "Dero" in You and Me.
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{{pt|Centro de Porto Alegre, Brasil, ao pôr-do...
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Oh, Relembrando os velhos tempos, quando o pequeno espaço que era este, para a minha pessoa, hoje se tornou simplesmente um profundo arquivo de fases, e meio que inconscientemente, muito do já escrito aqui transcreve claramente situações dos dias atuais, seria eu um médium que entre meras palavras, transcreveu situações passadas, presentes e futuras, ou seria simplesmente um reconhecimento de sentimentos mútuos? Ou até mesmo, se trata da mesma pessoa, eu. Desde a ultima sincera postagem, a quatro meses atrás, eu me encontrava em uma bifurcação entre dois caminhos mútuos porém, destintos, lembro-me de ter citado algo do tipo “Caminho comodo, ou, Tortuoso?”De fato, escolhi o tortuoso para um bem maior, para um bem próprio e para um universo envolto a minha aura. Desde lá, tanto aconteceu, tanto retrocedeu, tanto procedeu, mas uma única frase pode resumir diversas e variadas novas história que um dia contarei aos meus netos, e a citação em pauta é: “(…)Parece que tudo isso foi um aquecimento, para suportar maiores distâncias e desafios maiores, assim então, conhecendo um novo pedaço do mundo, onde, meu nariz está na reta(…)”. E assim foi, em apenas quatro meses, vi tantos lugares, estive em tantas  situações, que posso falar, assim com alguns amigos dizem, estou me saindo um bom Cigano, já morei em quatro lugares diferentes, já vi centenas de cidades novas e algumas conhecidas, vivi experiências até então ainda não vividas, conheci pessoas de todos os tamanhos e parcelas para o mundo, desde um simples estudante trabalhador de uma fabrica de travesseiros, até o maior micologista da América Latina, passei por um tipo de rehab psicológica até prazer a longo prazo. Hoje, me encontro em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, à aproximadamente dois mil quilômetros de casa, vivendo na casa do Jin, juntamente de sua mãe, uma pessoa incrível, uma jornalista aposentada e nata professora da vida, boemia de carteirinha, divertida, sincera, prestativa e humana, alguém a quem se chamar de mãe, a plenos pulmões para que todo mundo escute, até mesmo por que, não é qualquer mãe, que abre as portas de sua casa, de seu santuário de intimidade e privacidade, para um amigo que seu filho conheceu pela internet. Sinto falta do colo da minha mãe, vejo certos momentos entre mãe e filho nesta residência a qual posso chamar de lar, que me fazem pesar no peito a distância e o longo período longe de casa, mas sei que, posso achar conforto na mesma ‘mãe’ de outras maneiras, da qual, já fui confortado. Digo e deixo claro que aonde quer que eu esteja, meu bem maior, meu tesouro, meu objeto de colecionador sem preço estimado, minha mãe, é a coisa que eu mais sinto falta no meu dia-a-dia, mas à aqueles que já vivenciaram a experiência de ‘cair no mundo’, sabe que pode-se estar no fundo do poço, dormindo debaixo de um viaduto ou morando em um triplex no melhor bairro e trabalhando na melhor multi-nacional, a casa da mãe, o berço, o colo, o recanto das lembranças, aqueles bilhetinhos dos tempos de escola no fundo do armário, é o que mais nos faz falta, mas o que seria do mundo sem as pessoas que se arriscam a sentir essa dor no peito por um bem maior, o futuro, a produtividade e o sucesso.

Mother and Son

Mother and Son

A minha mãe, a minha amada “Pequena”, que longe fisicamente está, mas sempre dentro do meu peito, mente e naquele cobertor de lã, que me foi feito ainda quando eu era gerado em seu ventre, que eu te amo, sou frágil como todo psicológico humano, mas, com a força que só ti, me ensinou e me moldou a ser quem sou, sigo em frente, dia após dia, me deparando com situações onde paro e digo a minha mente: “Minha mãe diria isso!”, e de fato, em todos meus atos, faço-os pensando em ti, amada genitora.
Chega ser engraçado, esse meu cantinho no mundo, meu blog, minha marca, minha tatuagem, meu pedaço publico, foi fundado após uma breve e triste (mas necessário) afastamento entre eu e o Pablo, o famoso Jin, e hoje, quase três anos após, me encontro sentado em sua cadeira, digitando em seu teclado, ouvindo música com seu fone e acordando não mais ligando o messenger para lhe dizer bom dia, mas sim, abrindo os olhos e olhando para o lado, tem sido a experiência mais inconfundivelmente notória em minha vida, vivemos experiencias das quais sempre foram apenas projetos de papel e caneta, tiramos foto, fizemos música, caminhamos, resolvemos problemas, nos desentendemos mas, milagrosamente, segundos após,  já estavamos rindo, me apresentou novidades do meu conhecimento, assim como lhe mostrei um lado do mundo até então conhecido na teoria, e continuo passando a minha experiência de ‘rua’ dia após dia, e isso se transcreve com um curto trecho de um acontecimento no centro de Porto Alegre dias atrás: “Posso fazer uma pesquisa com vocês?(…)Vocês por acaso são irmãos?”, e meu irmão, Jin, respondeu sem hesitar, “Sim”.
Mas nem tudo nessa vida são rosas, não é um mistério a ninguém neste mundo que, todos passam por problemas financeiros, assim como minha familia em São Paulo, assim como minha familia, aqui, em Porto Alegre, após certeiros golpes de sorte assim que botei os pés em Porto Alegre, um emprego deu as caras, mas, do mesmo jeito que apareceu, sumiu, e esta semana nos deparamos com um fato, ou produzo um niquel por dia, ou não existe condições humanas de me manter neste lugar acolhedor, friozinho e que vem me conquistando dia após dia. Me encontrei numa situação de desistência, de ultimas forças, para que me mantivesse aqui, em pé, erguido e preparado, iniciei a semana focado em produzir vil papel tão desejado, mas já me preparando a uma possivel volta, pra casa. Ontem, o dia começou frio, turbulento, e me deparei com um irmão, um amigo, triste, com a minha possivel partida. Conversamos mais uma vez, estipulamos metas, tomamos decisões, e colocamos os pés na rua, para defender a minha razão de estar aqui, assim como a dele, de crescer nesse vasto mundo. Já a noite, após um dia corriqueiro de falhas e tentativas no mundo dos desempregados, me vi abatido, mas não só a mim, mas a todos dentro de casa, quando a Tia Melina retornou da rua, após um happy-hour com um grande amigo e profissional, Lauro, eu fazia a janta, ela pediu um segundo de minha atenção, me abraçou e disse que se sente abatida pela falta de condições para que possa ajudar, mas com todo carinho do mundo disse que eu sou muito querido dentro deste lar, e que mãe e filho, juntos, entristessem com a possivel partida daquele forasteiro que chegou como um furação nas vidas deles. E com uma lagrima de carinho e afeto disse: “Vamos fazer o possivel, para que você fique”. E isso foi o ponto crucial e decisivo para que eu possa de fato, usar minhas armas e armações ilimitadas, para que aqui eu fique. Em casa, não se sintam mal, que fique claro, só tem uma coisa que me levaria a voltar pra casa, e esse seria: Casa. Sinto falta do meu espaço, dos meus objetos, das minhas estripulias, da minha mãe, de meu avô, mas se eu abrir a porta, e ver a rua, de uma cidade onde deixei minhas marcas e minhas falhas, me arrependeria do retorno, então, saibam, que meu único motivo de estar em casa seria Vocês, minha casa, do contrário, é aqui que eu quero ficar, é aqui onde eu estou me descobrindo e me conhecendo.
Encerro essas memórias dizendo que, a todos que lerem isso, repassem, façam com que pessoas do conhecimento de toda essa minha jornada, saibam desses pensamentos, afinal, o que seria dos best-sellers, sem a indicação. E ao som de Archive e Portishad, com uma lagrima no rosto, uma lagrima de saudades e de felicidade, venho a dizer, é aqui, que eu me descubro, mas é ai, no meu berço, que meu coração está e prometo, este, será o ultimo dia das mães, que passarei longe de ti.

– Felipe “Dero” de O. Silva.

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